quinta-feira, 4 de junho de 2020

Lula cobra um manifesto que exija restituição dos direitos do povo brasileiro



"Nós vamos fazer um manifesto claro exigindo restituir os direitos que o povo brasileiro perdeu?", questionou o ex-presidente Lula, ao comentar a onda de manifestos dos últimos dias.
Aos 74 anos já assinei tanto manifesto... Mas vamos lembrar que tem 35 pedidos de impeachment na Câmara e esse manifesto não cita nem Bolsonaro, nem o Guedes. Nós vamos fazer um manifesto claro exigindo restituir os direitos que o povo brasileiro perdeu?
Condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), o ex-presidente Lula chegou a dizer, na segunda-feira (1), que não assinaria manifestos contra Jair Bolsonaro que tivessem "determinadas pessoas". 
A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse que Lula não assinou manifestos porque o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer não podem ser considerados democratas. "Foram inúmeras vezes em que FHC disse que Lula não era um preso político, e sim um político preso", acrescentou. 
FONTE: Brasil 247.

INJUSTIÇA....

Um terço das famílias das classes A e B solicitou o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal nos últimos meses - e 69% foram aprovadas para receber o benefício. Isso significa que 3,89 milhões de famílias mais ricas têm algum integrante recebendo a ajuda !!#Vergonha

terça-feira, 2 de junho de 2020

Bolsonaro entrega cargos a caciques investigados no mensalão e na Lava Jato...


Com o objetivo de construir uma base de apoio entre parlamentares no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está entregando cargos no governo federal a partidos do chamado centrão, um aglomerado de partidos fisiológicos. Caciques do PP e do PL, respectivamente, Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto indicaram presidentes e diretores de autarquias importantes do governo federal. Roberto Jefferson tem sido mais explícito em suas manifestações de apoio ao presidente, mas ainda não emplacou aliados no governo.

Celso de Mello: Bolsonaro será afastado se não cumprir a lei



BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou na noite de segunda-feira o pedido feito por partidos políticos para que o telefone celular do presidente Jair Bolsonaro fosse apreendido no âmbito do inquérito que investiga se ele tentou interferir politicamente na Polícia Federal, e fez um alerta ao presidente de que descumprir ordens judiciais implica em crime de responsabilidade.
O pedido havia sido feito por partidos políticos e Celso de Mello concordou com a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, de que cabe ao Ministério Público pedir diligências dentro de uma investigação e que legendas partidárias não têm legitimidade para fazê-lo.
“Não conheço da postulação formulada nos presentes autos, restando prejudicado, em consequência, o exame do pedido deduzido na petição”, decidiu o ministro.
Celso de Mello, o decano do STF que se aposentará compulsoriamente ao completar 75 anos em novembro, citou declarações de Bolsonaro de que não entregaria seu telefone celular caso a Justiça assim determinasse e alertou contra o descumprimento de ordem judicial.
“Notícias divulgadas pelos meios de comunicação social revelaram que o presidente da República ter-se-ia manifestado no sentido de não cumprir e de não se submeter a eventual ordem desta Corte Suprema que determinasse a apreensão cautelar do seu aparelho celular, muito embora sequer houvesse, naquele momento, qualquer decisão nesse sentido, mas simples despacho de encaminhamento dos autos... ao eminente senhor procurador-geral da República”, afirmou o ministro.
“Tal insólita ameaça de desrespeito a eventual ordem judicial emanada de autoridade judiciária competente, de todo inadmissível na perspectiva do princípio constitucional da separação de Poderes, se efetivamente cumprida, configuraria gravíssimo comportamento transgressor, por parte do presidente da República, da autoridade e da supremacia da Constituição Federal.”
O encaminhamento do pedido de apreensão do celular de Bolsonaro, que também incluía solicitação para que o telefone do vereador no Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) também tivesse o equipamento apreendido, gerou irritação no presidente e levou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, a divulgar nota em que considerou o pedido inconcebível e disse que se fosse atendido teria consequências imprevisíveis à estabilidade do país.
Ao decidir pelo arquivamento do pedido sem manifestar o mérito, Celso de Mello disse que eventual descumprimento de ordem judicial pelo presidente implica em crime de responsabilidade, que pode levar a um impeachment.
“É tão grave a inexecução de decisão judicial por qualquer dos Poderes da República (ou por qualquer cidadão) que, tratando-se do chefe de Estado, essa conduta presidencial configura crime de responsabilidade, segundo prescreve o art. 85, inciso VII, de nossa Carta Política, que define, como tal, o ato do chefe do Poder Executivo da União que atentar contra ‘o cumprimento das leis e das decisões judiciais’”, alertou o ministro.
fonte: 247

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Bolsonarista, dono da Havan agora é um risco ao mandato do presidente



Juiz do TSE estuda aproveitar quebra do sigilo bancário e fiscal de Luciano Hang pelo STF em ações de cassação de Bolsonaro
A cidade catarinense de Brusque tem um morador ilustre entre seus 130 mil habitantes, Luciano Hang, 36o maior ricaço do país, fortuna de 8 bilhões de reais em 2019. O dono das lojas Havan abriu a porta de casa às 6h da manhã em 27 de maio e deu com a Polícia Federal (PF). Os agentes tinham ido recolher seu celular e computador, por ordem do juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Graças ao inquérito sobre milícias digitais e fake news conduzido por Moraes, motivo da ida da PF a Brusque, o empresário bolsonarista tornou-se um risco ao mandato de Jair Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não é à toa que o ministro da Justiça, André Mendonça, pediu ao STF um habeas corpus para todos os alvos do juiz, apesar de não haver ninguém do governo entre eles.
No inquérito das fake news, Hang teve seus sigilos fiscal e bancário quebrados. Pelo que já foi investigado em 15 meses, Moraes acha que o empresário faz parte do núcleo financiador da “associação criminosa”, que é como o togado define as milícias digitais. A quebra vale para o período 1 de julho de 2018 a 30 de abril de 2020. Ou seja, abrange a campanha presidencial.
Existem no TSE duas ações de cassação da chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão em condições de ser abastecidas pelas descobertas do inquérito das milícias digitais. Ambas são de autoria da coligação de Fernando Haddad, do PT. Em uma delas, o dono da Havan é réu também.
No dia da ação policial na casa de Hang, os advogados do PT requisitaram ao juiz do TSE que cuida das duas ações, Og Fernandes, o corregedor-geral da corte, para que as descobertas do inquérito das milícias digitais sejam aproveitadas. O objetivo é usá-las de prova para reforçar a alegação de que houve abuso de poder econômico e uso de fake news a favor do ex-capitão na eleição.
Detalhe: Alexandre de Moraes assume agora uma vaga de membro titular do TSE, tribunal que sempre conta com três juízes do Supremo entre seus sete integrantes.
Em 29 de maio, Og Fernandes mandou um despacho a representantes da campanha de Bolsonaro, para que eles opinem sobre o compartilhamento pedido pelo PT. Deu três dias de prazo para uma reposta. Depois disso, fará a mesma consulta ao Ministério Público Eleitoral.
A ação na qual Bolsonaro e Hang são réus baseia-se em reportagem da Folha de 18 de outubro de 2018. Segundo o jornal, houve compra de disparo maciço de mensagens de Whatsapp para difamar Haddad e o PT. Cada contrato de disparo seria de 12 milhões de reais. O dono da Havan seria um dos pagadores, o que ele nega. Desde a 2016, doação empresarial de campanha é contra a lei.
Além de financiamento irregular, a ação aponta uso indevido dos meios de comunicação. Se espalhou mentiras contra Haddad e o PT, o bolsonarismo violou o Código Eleitoral. O artigo 323 veta “divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado”. Dá até um ano de prisão e multa.
A ação lembrava que “Hang coagiu os funcionários da empresa de que é proprietário a votarem no mesmo candidato que agora beneficia com as doações ilegais”. A coação foi ele dizer aos funcionários que os demitiria, se a esquerda ganhasse. O Ministério Público do Trabalho entrou na Justiça, e em 3 de outubro de 2018 conseguiu proibi-lo de fazer essa ameaça, sob pena de multa de 500 mil reais.
Duas semanas antes, em 13 de setembro de 2018, Hang havia sido multado pelo TSE, em 10 mil reais, por ter pagado para disseminar conteúdo a favor da candidatura de Bolsonaro através do Facebook. O chamado impulsionamento tinha ocorrido em agosto. Nesse caso, a reclamação no TSE havia partido da campanha do tucano Geraldo Alckmin.
Agora em maio, Hang foi condenado a pagar uma indenização de 20 mil reais ao reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, por ter mentido sobre ele e o xingado no Twitter em 24 de julho de 2019. Uma ninharia para o bilionário, mas um precedente a pesar contra ele e Bolsonaro no TSE.
A segunda ação petista contra o presidente no TSE que pode ser abastecida pelo inquérito do Supremo sobre fake news também baseou-se em reportagem da Folha. Esta é de dezembro de 2018, um complemento daquela de outubro. Mostra como algumas empresas foram usadas pela agência que foi a principal contratada da campanha de Bolsonaro, a AM4, para driblar a lei.
Na reportagem de outubro, a Folha dizia que as subcontratadas pela AM4 compraram de terceiros, uma ilegalidade, dados com o número de telefones de eleitores que receberiam mensagens de Whatsapp. Na de dezembro, que a rede de subcontratadas “recorreu ao uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular” e garantir o disparo massivo de mensagens políticas”.
Nas duas reportagens, há uma mesma empresa subcontratada citada, a Yacows. Um ex-funcionário da Yacows, Hans River, depôs à CPI das Fake News em fevereiro. Na época, ele mentiu ter dado a informações a uma jornalista da Folha, Patricia Campos Mello, em troca de “sair” com ela. Patricia foi a principal autora das reportagens. Graças a River, virou alvo das milícias digitais bolsonaristas.
FONTE: CARTA CAPITAL