segunda-feira, 6 de julho de 2020

Câmara aprova texto-base de MP que flexibiliza ano letivo devido à crise do coronavírus


Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (30) o texto-base de uma medida provisória que estabelece "normas excepcionais" para os sistemas de ensino devido às medidas de enfrentamento da pandemia do coronavírus.
Entre essas normas, estão a flexibilização dos dias letivos e a antecipação da formatura para cursos de graduação da área de saúde (veja mais abaixo).
Outra mudança incluída pela relatora, deputada Luisa Canziani (PTB-PR), é a determinação de que a data do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) seja definida em articulação com os sistemas estaduais de ensino. Essa alteração não estava prevista no texto enviado pelo Executivo.
Para concluir a votação, os deputados ainda precisam analisar os destaques (sugestões de alteração do texto) — ainda não há data para isso. Após passar pela Câmara, a matéria seguirá para o Senado.
Pela proposta aprovada pelos deputados, a suspensão da obrigatoriedade da quantidade mínima de dias letivos enquanto durar o estado de calamidade pública será dada da seguinte forma:
·         Na educação infantil, fica dispensada a obrigatoriedade do mínimo de dias letivos e do cumprimento da carga horária mínima anual;
·         Nos ensinos fundamental e médio, fica suspensa somente a obrigatoriedade da quantidade mínima de dias letivos e mantida a carga horária mínima no ano;
Pelo texto, o Conselho Nacional de Educação (CNE) deve editar diretrizes nacionais para implementar essa suspensão.
A proposta prevê atividades pedagógicas não presenciais durante o ano letivo afetado, desde que os sistemas de ensino garantam aos alunos o acesso a essas atividades — como, por exemplo, o acesso a recursos tecnológicos.
Nesse caso, a União deve prestar assistência técnica e financeira a estados e municípios para garantir o acesso dos profissionais da educação e dos alunos às atividades não presenciais.
Além disso, a carga horária mínima do ano letivo afetado pode ser cumprida no ano seguinte, ainda que o aluno já esteja cursando a série ou ano escolar seguinte.
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Ensino superior
A proposta também dispensa as instituições de ensino superior da obrigatoriedade de cumprir o mínimo de dias letivos do calendário acadêmico. Nesse caso, porém, a carga horária anual mínima deve ser mantida.
Cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia podem ter a conclusão antecipada pelas instituições, desde que o aluno cumpra 75% da carga horária do internato ou dos estágios curriculares obrigatórios.
A relatora incluiu, também, a possibilidade de antecipar a conclusão dos cursos de educação profissional técnica de nível médio que tenham alguma relação com o combate à pandemia, com a mesma condição de cumprimento de 75% dos estágios obrigatórios.
Enem
A deputada incluiu na proposta a determinação de que as datas de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sejam definidas em articulação com os sistemas estaduais de ensino.
A prova, prevista inicialmente para novembro, teve as datas suspensas devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus. O Ministério da Educação ainda não definiu uma nova data para a realização do exame.
Ao anunciar o adiamento, contudo, o ministério abriu uma enquete para que os candidatos opinem sobre a escolha das novas datas.
Em seu parecer, a relatora afirmou que “muitos parlamentares manifestaram preocupação com as condições de realização” do Enem em 2020.
Outras mudanças
·         Ano suplementar: a proposta possibilita ao aluno que concluiu o ensino médio em 2020 a matrícula suplementar de mais um ano de estudo, no ano seguinte, relativo ao ano letivo prejudicado pela pandemia, desde que haja disponibilidade de vagas na rede pública;
·         Volta às aulas: o texto também prevê que o retorno às atividades escolares deve observar as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo sistema de ensino. A União também deve oferecer assistência técnica e financeira aos entes federados para a volta às aulas.
·         Grupo de risco: no retorno às aulas, a proposta prevê que alunos de grupo de risco epidemiológico tenham acesso a atendimento educacional adequado à sua condição, com programas de apoio de alimentação e de assistência à saúde.
·         Distribuição de alimentos: os recursos dos Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) podem ser distribuídos diretamente aos pais ou responsáveis dos estudantes. O texto também aumenta para 40% o percentual mínimo de investimentos na compra de produtos da agricultura familiar nos municípios com menos de 50 mil habitantes;

FONTE: Elisa Clavery, TV Globo — Brasília

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Após nomear os piores ministros da história, Bolsonaro vê "educação horrível"


Jair Bolsonaro reconheceu o péssimo estado da educação brasileira depois de nomear os dois piores ministros da história, Abraham Weintraub e Vélez Rodriguez, e de indicar um outro nome, Carlos Decotelli, que tinha falhas no currículo
247 - Após a passagem de três ministros em um ano e meio de governo, Jair Bolsonaro admitiu que a situação da educação no Brasil é “horrível”. Ainda segundo ele, o novo titular da pasta poderá ser escolhido ainda nesta quinta-feira (2). "Está definhando? A educação está horrível no Brasil", disse Bolsonaro após ser questionado se o sistema educacional estava "definhando".
O ministério da Educação está sem comando desde a demissão de Carlos Alberto Decotelli, na última terça-feira (30). Antes dele, que nem chegou a tomar posse do cargo por inconsistências no currículo, a pasta havia tido como ministros Abraham Weintraub e Vélez Rodriguez, que tentaram imprimir um viés ideológico à área de educação.
A declaração de Bolsonaro foi feita nesta quinta-feira (2) em uma conversa com apoiadores na entrada do Palácio do Planalto. Segundo ele, Decotelli “deu problema” e sua nomeação para a pasta foi cancelada. "Talvez eu escolha hoje o ministro da Educação", disse  sem fazer referência a quem pode ocupar o ministério. 
FONTE: 247

FHC é quem lidera a destruição do Brasil

“Qualquer proposta democrática encampada por FHC perde completamente o sentido. Bolsonaro e FHC são parte do mesmo processo. Um é a consequência do outro”, diz o jornalista Leonardo Attuch, editor do 247"
Quem liderou a conspiração contra a ex-presidente Dilma Rousseff: Fernando Henrique Cardoso ou Jair Bolsonaro? Quem ajudou a criar o ambiente político e midiático pela cassação dos direitos políticos do ex-presidente Lula: FHC ou Bolsonaro? Quem montou a agenda econômica da “ponte para o futuro”: FHC ou Bolsonaro? Quem indicou Pedro Parente para a presidência da Petrobrás, iniciando o processo de desmonte da estatal: FHC ou Bolsonaro? 
A resposta para todas essas questões é a opção A. Depois de quatro derrotas consecutivas em eleições presidenciais, duas para Lula e duas para Dilma, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é quem organiza o discurso e as ações da oligarquia nacional, liberou seu peão Aécio Neves para desestabilizar a democracia brasileira, em aliança com o deputado Eduardo Cunha. Os resultados são conhecidos: quatro anos de estagnação econômica e a destruição da imagem internacional do Brasil. 
Não surpreende, portanto, que FHC tenha feito na noite de ontem, em entrevista à CNN, mais uma defesa do “Fica, Bolsonaro”. Mais do que isso, ele também admitiu ter anulado o voto em 2018, dando cobertura emocional e ideológica para todos aqueles que, entre um professor universitário e um extremista de direita, optaram pela segunda opção.

Na prática, FHC é o verdadeiro pai do bolsonarismo, porque foi ele quem liderou a quebra do pacto democrático de 1988. Por isso, qualquer proposta democrática encampada por FHC perde completamente o sentido. Bolsonaro e FHC são parte do mesmo processo. Um é a consequência do outro.
FONTE: 247

terça-feira, 30 de junho de 2020

VITÓRIA DA CULTURA: SANCIONADA A LEI ALDIR BLANC!!!✅

Em informação repassada à Deputada Federal Jandira Feghali, o Ministro do Turismo, Marcelo Antônio, garantiu que a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc será sancionada HOJE pelo presidente da República! O texto deverá ser sancionado quase na íntegra, com pequenas alterações relacionadas aos prazos de execução. 
Uma conquista construída a muitas mãos, em uma grande teia que uniu todo o país! Foram centenas de manifestações, lives, mensagens, encontros, reuniões virtuais, petições, tuitaços, abaixo assinados, web conferências, debates e pedidos pela aprovação e sanção. E o dia chegou! 
Cumprida esta etapa, começa outro grande desafio: a liberação e execução dos recursos financeiros previstos na Lei Aldir Blanc, que serão executados de forma descentralizada por estados e municípios, em caráter emergencial. Estes recursos precisam chegar na ponta com rapidez, critério, eficiência e transparência, atendendo aos que mais precisam, diminuindo os impactos econômicos na cadeia produtiva do setor cultural e fortalecendo os mecanismos de gestão e participação do Sistema Nacional de Cultura. 
A esperança equilibrista atravessou a corda bamba! A cultura brasileira segue em frente, pois sabe que o show de todo artista tem que continuar! 
Viva a Lei Aldir Blanc! 
#AldirBlancAgoraéLei
Saudações Culturais!
Articulação Nacional de Emergência
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LULA no twitter

Sairia muito mais barato se o governo tivesse colocado dinheiro na mão dos microempreendedores. Sem ajuda, eles vão quebrar e trazer mais prejuízo. O modelo Pinochet tá gravado na cabeça do Guedes e ele não consegue pensar fora desse roteiro de destruição do Estado.