segunda-feira, 15 de junho de 2020

Weintraub: “Não quero sociólogo e filósofo com meu dinheiro”


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, cumprimentou apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo (14), em Brasília, e disse que não quer sociólogos, antropólogos e filósofos estudando com o que chamou de “meu dinheiro”.
“Todas as universidades que a gente tem, não brota da terra o dinheiro, vem do imposto. Quando a gente for comprar pão, gasolina para a moto, telefone celular, vem imposto. E esse imposto é usado para pagar salário de professor, de técnico, bolsa, alimentação, tudo isso. Eu, como brasileiro, eu quero ter mais médico, mais enfermeiro, mais engenheiro, mais dentistas. Eu não quero mais sociológico, antropológico, não quero mais filósofo com o meu dinheiro", disse o ministro.
Weintraub provocou aglomeração e circulou sem máscara. No DF, quem não usar o item de proteção em espaços públicos sofre punição, uma multa de até R$ 2 mil para pessoa física e de R$ 4 mil para estabelecimentos. Entre os manifestantes abraçados pelo ministro, estavam integrantes do acampamento desmontado pelo governo do Distrito Federal no último sábado (13), por descumprir normas de distanciamento social.
“Com o meu dinheiro que eu pago imposto, eu quero mais médico, mais enfermeiro. Se o cara quer fazer filosofia, vai fazer com o dinheiro dele. Meu filho pode fazer filosofia? Lógico que pode. Papai, quero fazer filosofia. Filhão, você já tá trabalhando? Vai ganhar dinheiro e vai”, completou o ministro da Educação.
FONTE: YAHOO NOTÍCIAS

Governo Bolsonaro já contamina imagem das Forças Armadas e até das Igrejas


Pesquisa do Instituto da Democracia mostra queda de 7 pontos percentuais na confiança nas Forças Armadas desde 2018; confiança nas igrejas caiu de 35,2% para 29,7% no mesmo período4 
Um levantamento feito pelo Instituto da Democracia, grupo que reúne pesquisadores de onze instituições no Brasil e no exterior, apontou que o sentimento de confiança aos militares caiu sete pontos percentuais desde 2018, de 33,9% para 27%. De acordo com as estatísticas, 58,9% entendem que a presença deles em cargos de primeiro e segundo escalão não ajuda a democracia. É quase o dobro dos 30,1% que não veem problema. No caso das igrejas, a confiança caiu de 35,2% para 29,7% desde 2018. Os dados foram publicados no jornal Valor Econômico
O eleitorado começa a se afastar dos temas mais clássicos do bolsonarismo”, afirmou o cientista político Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos coordenadores do estudo. “O brasileiro tinha muita confiança nas Forças Armadas e nas igrejas. Já não tem mais tanto assim. A confiança não desabou, mas há sinais de deslocamento.” 
Segundo a pesquisa, apenas 25,3% dos pesquisados veem justificativa em um golpe militar numa situação de muita criminalidade. De cada dez brasileiros, sete dizem “não” a essa hipótese. A taxa era de 55,3% em 2018. No ano seguinte o percentual baixou para 40,3%. Os dados foram publicados no jornal Valor Econômico. 
A pesquisa foi feita entre 30 de maio e 5 de junho, uma semana após o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, dizer que a eventual apreensão do celular de Jair Bolsonaro autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello poderia ter “consequências imprevisíveis”. 
Numa situação de muita corrupção, pouco menos da metade da população pesquisada (47,8%) concordava que um golpe “seria justificável” em 2018. Atualmente, o percentual é de 29,2%. Para 65,2%, corrupção não é justificativa para golpe militar. 
O levantamento mostrou que 79,2% rejeitam a ruptura institucional associada ao alto índice de desemprego ou 78% são contra o fechamento do Congresso Nacional ante uma situação de muita dificuldade.
O Instituto da Democracia é formado por grupos de pesquisas de quatro instituições principais: UFMG, Unicamp, Iesp/Uerj, e UnB. Participam outras cinco instituições nacionais (USP, UFPR, UFPE, Unama e IPEA) e duas estrangeiras (CES/UC e UBA). 
O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de MG. Foram ouvidas 1.000 pessoas por telefone. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
FONTE; Brasil 247.

Bolsonaro revoga MP que permitia a Weintraub nomear reitores.


Com a revogação assinada pelo presidente, a MP deixa de valer. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou a Medida Provisória 979, que permitia que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, escolhesse reitores temporários para as universidades e institutos federais.
A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. 
A revogação acontece menos de uma hora depois de o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), oficializar a devolução da MP, alegando que o texto viola os preceitos constitucionais.

terça-feira, 9 de junho de 2020

MPF abre inquérito para apurar suposto crime de racismo de presidente da Fundação Palmares

Camargo chamou o movimento negro de ‘escória maldita’ e criticou religiões de matriz africana em reunião fechada. MP recomenda perícia em áudio e coleta de depoimentos.


O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (5) a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar se o presidente da Fundação Cultural Palmares,, Sérgio Camargo, cometeu crime de racismo.
A investigação terá como base as declarações se Camargo, captadas em um áudio, em que o jornalista chama o movimento negro de "escória maldita", diz que não dará verba para "macumbeiro" e ofende uma mãe de santo que trabalhou na Palmares antes de ele assumir o cargo.
Na ocasião, Camargo também disse que Zumbi era "filho da puta que escravizava pretos", criticou o Dia da Consciência Negra e falou em demitir "esquerdista".
Segundo a denúncia encaminhada pelo MP, as falas ditas em uma reunião com assessores representam crime de racismo contra todos os praticantes de religião de matriz africana.
Na decisão de abrir o inquérito, o procurador Peterson de Paula Pereira pede que a PF apure os relatos, faça perícia no áudio da reunião e, se preciso, colha depoimento dos envolvidos.
A Polícia Federal tem 30 dias para instaurar o inquérito e deve concluir a apuração em até 90 dias, prorrogáveis por igual período.

A gravação
Na gravação, segundo a denúncia encaminhada ao MPF, Sérgio Camargo diz:
"Tem gente vazando informações aqui para a mídia, vazando para uma mãe de santo, uma filha da puta macumbeira, uma tal de mãe Baiana, que ficava aqui infernizando a vida de todo mundo. [...] Não vai ter nada para terreiro na Palmares, enquanto eu estiver aqui dentro. Nada. Zero. Macumbeiro não vai ter nem um centavo[...]”
Em razão dessas declarações, a Defensoria Pública da União também entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça para retirar Sérgio Camargo da presidência da Fundação Palmares. O pedido ainda não foi julgado.
A Mãe Baiana citada por Camargo no áudio é Adna Santos, que atuou na Fundação Palmares entre 2014 e 2019 e atualmente é Coordenadora de Políticas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa do governo do Distrito Federal.
Após a divulgação do áudio, Adna registrou ocorrência na Polícia Civilpor injúria racial, discriminação racial e discriminação religiosa.
“O que o presidente da Palmares fez foi injúria, racismo religioso. [É mais chocante] ainda vindo dele, que está à frente de uma organização importante para o país e por ele ser um homem preto. Partir dele essa agressão contra uma mulher também preta, isso me entristeceu muito", disse Adna Santos ao G1 nesta quinta.
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Improbidade administrativa
O MPF no Distrito Federal também recebeu, nesta quinta (4), pedido de abertura de inquérito contra Sérgio Camargo por improbidade administrativa.
No ofício, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, afirma que a conduta do presidente da Fundação Palmares na reunião, explicitada no áudio, revela "possível desvio de poder". Esse pedido ainda está em análise.
Além de criticar o movimento negro, Camargo afirma na gravação que vai exonerar servidores que não concordarem com a postura à frente da pasta. O trecho é citado no pedido de inquérito.

Histórico
A nomeação de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Cultural Palmares foi oficializada em 27 de novembro de 2019 e gerou uma série de críticas e indignação.
Numa publicação antes de ser nomeado para o cargo, o jornalista classificou o racismo no Brasil como "nutella". "Racismo real existe nos Estados Unidos. A negrada daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda", afirmou.
Ele também postou, em agosto de 2019, que "a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes". "Negros do Brasil vivem melhor que os negros da África", completava a publicação
Sobre o Dia da Consciência Negra, Sérgio Camargo afirmou que o "feriado precisa ser abolido nacionalmente por decreto presidencial". Ele disse que a data "causa incalculáveis perdas à economia do país, em nome de um falso herói dos negros (Zumbi dos Palmares, que escravizava negros) e de uma agenda política que alimenta o revanchismo histórico e doutrina o negro no vitimismo".
Sérgio publicou uma mensagem numa rede social na qual disse que "sente vergonha e asco da negrada militante". "Às vezes, [sinto] pena. Se acham revolucionários, mas não passam de escravos da esquerda", escreveu.
Em 13 de maio, aniversário da Lei Áurea, Sérgio Camargo publicou artigos depreciativos a Zumbi no site oficial da instituição. Em redes sociais, disse que Zumbi é "herói da esquerda racialista; não do povo brasileiro. Repudiamos Zumbi!".
O MP apontou improbidade administrativa nos posts com críticas a Zumbi. O caso também é analisado pela Procuradoria da República no DF.

O que diz a Fundação Palmares
Veja, abaixo, nota enviada pela Fundação Cultural Palmares sobre o áudio da reunião:
O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Sérgio Camargo, lamenta a gravação ilegal de uma reunião interna e privada. Assim, reitera que a Fundação, em sintonia com o Governo Federal, está sob um novo modelo de comando, este mais eficiente, transparente, voltado para a população e não apenas para determinados grupos que, ao se autointitularem representantes de toda a população negra, histórica e deliberadamente se beneficiaram do dinheiro público.
Infelizmente ainda existem, na gestão pública, pessoas que não assimilaram esta mudança e tentam desconstruir o trabalho sério que está sendo desenvolvido. Seguimos firmes em prol do Brasil e dos brasileiros! (Sérgio Camargo).
Fundação Cultural Palmares
FONTE: G1

ESCÂNDALO!!!!!!!


DAMARES ASSINOU PORTARIA QUE ANULA DE FORMA ARBITRÁRIA DIVERSAS ANISTIAS DADAS À PERSEGUIDOS POLÍTICOS! Quase 300 pessoas foram alvo da ministra. Que critério foi realizado? Quais dados a ministra se debruçou? Muito estranho!
Isso precisa ser denunciado!

Fonte: Jandira Feghali via twitter