quinta-feira, 15 de agosto de 2013

FORA ROSALBA


Nesta sexta, às 09h, uma grande passeata irá tomar conta de Natal. Servidores em greve da saúde, da educação, do Itep e demais categorias estarão nas ruas contra o governo Rosalba, exigindo o atendimento das reivindicações, garantia de investimento em saúde e educação, segurança e transporte. 
O movimento reunirá trabalhadores e estudantes, convocados pelo movimento Revolta do Busão.
É o Rio Greve do Norte 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Supremo Tribunal Federal afirma que governos não podem descontar os dias parados por motivo de greve no serviço público

 O Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todos os Tribunais do País sigam a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que declarou a ilegalidade do desconto de greve. E isso há tempos. A decisão está valendo desde março de 2012.
A sentença do TJ-RJ, acolhida pelo STF, favoreceu os servidores da Faetec que aderiram a uma greve ainda em 2006. Para o tribunal fluminense, o desconto do salário do trabalhador grevista representa a negação do próprio direito de greve, na medida em que retira dos servidores seus meios de subsistência.
Além disso, segundo a decisão colegiada, não há norma legal autorizando o desconto na folha de pagamento do funcionalismo, tendo em vista que até hoje não foi editada uma lei de greve específica para o setor público.

O entendimento do TJ-RJ afirma ainda que, não havendo lei específica acerca de greve no setor público, não se pode falar em corte ou suspensão de pagamento de salários dos servidores por falta de amparo no ordenamento jurídico. 

UFRN e MEC realizam Conferência Estadual de Educação do RN

O Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Norte (FEE-RN), com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Ministério da Educação (MEC), realiza, nos dias 27 e 28 de agosto, no Hotel Pirâmide, a Conferência Estadual de Educação do RN (COEED/RN).
Com o objetivo de realizar uma ampla mobilização com a sociedade civil para construção coletiva das políticas educacionais, a Conferência Estadual é uma preparação para a Conferência Nacional de Educação (CONAE 2014), que ocorrerá em fevereiro de 2014, em Brasília.
O evento contará com a presença de estudantes, de professores,de pais, de entidades sindicais, de movimentos sociais e conselhos de educação envolvidos com a Educação Básica, Profissional e Superior. Além de delegados indicados pelas entidades nacionais de educação, movimentos da diversidade e do Ministério Público.

Mais informações com a coordenadora do evento, Luciane (9928-0712) e com a professora Mariângela (9954-4404).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Educação e Trabalho – A Revolução nos próximos 10 anos

No início do Século XX uma das previsões em relação ao mercado de trabalho era que uma das profissões de maior futuro seria a de telefonista. A explicação era a seguinte: como a transferência de ligações era manual, seria necessário uma telefonista para no máximo X (vamos dizer 100) assinantes. Como a previsão (correta) era que o número de assinantes aumentaria aceleradamente, logo, a quantidade de telefonistas também cresceria nessa velocidade. 

Qual foi o erro?

Simplesmente a previsão não considerou a mudança de tecnologia no processo, com a automação que tornou dispensáveis as telefonistas para intermediar ligações.

Será que vamos cometer esse mesmo tipo de erro nesse ainda início de século XXI?
Vejo alguma   projeções nas áreas do Trabalho e da Educação que parecem reforçar o caminho nessa direção equivocada. Só que dessa vez a velocidade da mudança será ainda mais acelerada e o erro aparecerá ainda mais cedo. Previsões para daqui a 10 anos que consideram que os processos serão os mesmos de hoje!

Vou abordar aqui apenas algumas tendências que terão que ser consideradas ao se fazer qualquer estimativa e projeção para os próximos 10 anos e que serão provocadas por avanços que já vem ocorrendo nas tecnologias de informação e comunicação. 
1-      Mobilidade, acesso e conectividade – Significando: de qualquer lugar e a qualquer hora (ou permanentemente); redução dos tempos e dos espaços.
2-      Desintermediação – Significando: Se posso fazer direto, ou se uma máquina pode fazer (automação), porque preciso de alguém no meio do caminho?
3-      Individual, customizado – Significando: Do meu jeito, feito para mim, no meu próprio ritmo 

Em função apenas desses 3 itens acima, podemos vislumbrar:
 As relações de trabalho e governança mudarão (independente ou apesar da legislação, que deverá vir à reboque) por conta de trabalhos realizados a qualquer hora e de qualquer lugar. Primeiro nas áreas que trabalham com informações e conhecimento: jornalismo, programação, gestão, advocacia, administração (inclusive pública!), monitoramento, controle, planejamento. Depois em todas as outras, em maior ou menor grau. Quando falo de qualquer lugar e a qualquer hora, estou incluindo e destacando que isso independe de fronteiras entre países e de fusos horários.

A divisão de áreas de trabalho (setores da economia) em agricultura, indústria, comércio, serviços se mostrará totalmente  irreal pela superposição e interdependência entre esses conceitos.  

Salas de aula com 1 professor e 20/30 alunos deixarão de existir como regra geral e obrigatória. O aprendizado é individual (sempre foi), mas a tecnologia permitirá sua libertação. O foco será o que aprende (aluno) e não o que ensina (professor) ou o local onde é ensinado (sala de aula). Progresso seriado como se fosse uma linha de produção e onde todos deverão cumprir os mesmos anos de estudo não farão sentido a partir do acesso direto ao conhecimento (desintermediação) e absorção em qualquer hora e lugar e no próprio ritmo do aluno.  Todo o conhecimento necessário para cada função/profissão deverá estar devidamente estruturado e mapeado pelos bons professores e disponíveis para quem quiser e quando quiser. A troca de ideias e experiências serão o complemento (essencial). Debates, reuniões, encontros, conferencias acontecerão continuamente em um ambiente similar às redes sociais.  
Autonomia na busca do conhecimento? Sim! 
O conhecimento será certificado por entidades especializadas em Certificação do conhecimento e não por quem fornece esse conhecimento.  

Empresas, organizações, Universidades e governos perderão suas fronteiras físicas e o conceito de dentro/fora terá que ser revisto.  

Regras e conceitos associados à limites de idade também terão que mudar. Alguém com 60 anos pode aprender uma nova função e realiza-la de qualquer lugar durante mais 20 ou 30 anos. Conceitos de PEA (população economicamente ativa),  PIA (população em idade ativa) e aposentadoria terão que ser atualizados. A medida da escolaridade associada à idade terá que ser revista.  

Algumas dessas mudanças virão (já estão aí) em menos de 10 anos. Algumas outras um pouco mais, mas chegarão. 
Assustador? Para muitos sim, nem tanto para quem se preparar. 
Desafiador? Certamente.  

Quando vem uma onda grande, a pessoa tem 3 opções: mergulhar achando que vai passar, fechar o olho e rezar para que não a atinja, ou pegar o ritmo e seguir no mesmo rumo da onda assumindo o controle do seu deslocamento. 
A escolha é sua! 


Paulo Milet é empresário e consultor em TI, Gestão e EAD.