sábado, 5 de dezembro de 2009

Aprovado projeto que cria o Vale-Cultura para ser usado em shows musicais

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou na última quarta feira, dia 2 de dezembro, projeto de lei da câmara que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura. Outras duas comissões também aprovaram o projeto: a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e Educação (CE).

Pela proposta do governo, o Vale-Cultura terá o valor mensal de R$ 50,00 e beneficiará os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. Com o vale, o trabalhador poderá ir a shows musicais, espetáculos de dança e visitar museus. O texto segue para Plenário e, como tramita em regime de urgência constitucional, terá que ser votado até 12 de dezembro. Caso contrário, passará a bloquear as votações do Plenário.

PSOL protocola pedido de impeachment contra Arruda; já são quatro registrados na Câmara

O PSOL entrou com um pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), na Câmara Legislativa, nesta quarta-feira (2). O pedido do PSOL é o terceiro protocolado na Casa: ontem dois advogados já fizeram pedidos com teor semelhante.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Expectativa de vida: mulheres vivem mais do que os homens


Num período de apenas uma década (1998 a 2008), os brasileiros ganharam mais três anos, dois meses e 12 dias de vida. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que a esperança de vida no país saltou de 69,6 anos para 72,8 anos. O ganho foi de três meses de vida entre 2007 e 2008. Em 1970, a expectativa de vida do brasileiro era de 57 anos. A pesquisa mostrou que as mulheres continuam vivendo mais. Elas agora chegam a 76,7 anos; os homens vivem, em média, até 69,1 anos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PSOL e PV marcam primeiro encontro para discutir programa de governo

Depois de semanas de discursos não-oficiais, PSOL e PV começam na próxima semana a discutir formalmente a possível aliança nacional dos partidos em 2010. A informação foi repassada pela presidente nacional do PSOL e vereadora de Maceió, Heloísa Helena, que defendeu abertamente a união das siglas em torno da candidatura de Marina Silva à Presidência da República."Marina é uma pessoa maravilhosa e, pelo perfil dela, é a única oportunidade para o país para discutir o desenvolvimento sustentável com responsabilidade social. Qualquer outro partido que venha com esse discurso soará como uma coisa hipócrita", declarou em entrevista exclusiva ao UOL Notícias.Segundo Helena, a partir desse primeiro encontro - que deve acontecer na próxima terça ou quarta-feira em Brasília - será criada uma comissão entre os partidos para discutir o programa de governo proposto pelos dois partidos. "Será o primeiro encontro oficial, porque eu informalmente converso sempre com Marina, que é minha amiga. Vamos avaliar os pontos convergentes dos nossos programas. É importante analisar as propostas, mas a definição [do PSOL, sobre a aliança] só deve acontecer na convenção, no início do próximo ano", adiantou.Embora defenda o apoio a Marina, a ex-senadora adiantou que o PSOL não fará exigências para indicar o vice numa possível chapa. "Defendo até que não indiquemos o vice, para simbolicamente mostrarmos ao Brasil que o interesse do PSOL não está pautado na matemática eleitoreira. Nossa decisão tem que ser tomada com base no programa de governo. Nada mais", afirmou.Mas a defesa da presidente do PSOL não é garantia de apoio ao PV. Heloisa admitiu que encontra dificuldades no partido para emplacar o apoio à candidatura de Marina. Ela cita o atual distanciamento político entre PV e PSOL em alguns Estados, a exemplo do que acontece em Alagoas, e a aproximação de partidos que hoje compõem a base do governo em torno de Marina como possíveis barreiras."Hoje a maioria do diretório nacional tem a ideia do PSOL ter uma candidatura própria. Mas é a base, na convenção, quem vai decidir. Até lá vamos discutir. Se tivermos a tristeza de não apoiarmos a companheira Marina, e formos partir para uma candidatura própria, vou defender os nomes de Milton Temer e Martiniano Cavalcante para a disputa", adiantou.Helena voltou a declarar que sua meta é disputar o Senado em 2010, e assegura que a candidatura em Alagoas é uma questão de honra. "A eleição para o Senado em Alagoas será uma 'carnificina'. Tem candidato que venderia a própria mãe para se eleger. Eu não posso me omitir, pois por onde passo aqui, as pessoas me pedem para ser candidata ao Senado. E aviso: caso seja eleita senadora mais uma vez, será uma das maiores demonstrações de liberdade que o meu povo vai dar a esse país", salientou. Entre os pré-candidatos à disputa em Alagoas estão os senadores Renan Calheiros (PMDB) e João Tenório (PSDB), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o deputado federal Benedito de Lira (PP).Antes de confirmar a candidatura, Heloísa Helena terá que passar pela Comissão de Ética da Câmara de Maceió, onde responde a processo por possível quebra de decoro parlamentar. Em junho, Helena chamou a colega Tereza Nelma (PSB) de "porca trapaceira" e "ladra de prótese infantil". "Temer, eu só temo a Deus. Mas eu tenho gigantes preocupações do que pode acontecer em Alagoas. Mas prefiro não acreditar que em Alagoas um parlamentar pode roubar e matar que não perde o mandato, mas se chamar uma vereadora de porca é cassada", questionou.Esta semana, um grupo político ligado à ex-senadora se manifestou publicamente para denunciar um possível esquema para que a Câmara decida por sua cassação e impeça assim sua candidatura ao Senado Federal. O relator do processo, vereador Galba Novaes (PRB), negou qualquer pressão de "caciques políticos" para dar um parecer a favor da cassação. Não há data para apresentação do relatório final.
Fonte: UOL Notícias

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Renato Rabelo lança livro Ideias e Rumos em Brasília

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lança no próximo dia 01 de dezembro às 17 horas em Brasília, seu mais recente livro, Ideias e rumos. A obra será apresentada ao público com uma sessão de autógrafos no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A obra é uma parceria entre a editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois.
Ideias e rumos reúne textos, intervenções políticas e discursos de Rabelo ao longo de seus quase oito anos à frente do partido. O livro traz reflexões acerca da conjuntura política nacional e internacional nas últimas três décadas. Dividida em três partes – O Rumo, O Caminho e O Instrumento – a obra oferece avaliações teóricas sobre as diretrizes e a luta do partido pelo socialismo. O livro tem como maior trunfo reunir para os leitores os textos mais importantes escritos pela liderança do partido.
Como escreveu o presidente da Fundação, Adalberto Monteiro, no prefácio do livro, o conteúdo dessa obra comprova o trabalho que Renato Rabelo “vem fazendo para cumprir seu compromisso firmado em dezembro de 2001, no 10º Congresso do PCdoB. Ele assumia, então, a presidência do Partido, no lugar de João Amazonas. Tinha pela frente o desafio de suceder uma das mais destacadas lideranças dos comunistas brasileiros. Disse, ao lado do histórico dirigente e diante do coletivo militante que o respaldava: “Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político de nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar os novos desafios que nos apresentam. Manteremos a linha revolucionária e flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores”.


Trajetória

Renato Rabelo nasceu em 1942 em Ubaíra, interior da Bahia. A militância no movimento estudantil começou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, fazendo parte da Juventude Universitária Católica (JUC), e depois da Ação Popular (AP).
Em 1965, foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do governo militar na Bahia, Rabelo entra num período de semi-clandestinidade e vai para São Paulo. Mais tarde foi eleito vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Após o término de sua gestão na UNE, assume papel de destaque na direção nacional na Ação Popular, indo estudar na China por seis meses, em plena Revolução Cultural. No retorno ao Brasil, participa da luta política da AP em Goiás. Graças a esta política de vinculação ao povo, consegue resistir à perseguição da ditadura.
Com a incorporação da AP ao PCdoB, Rabelo ingressa no partido compondo o Comitê Central da organização, de onde contribui para criar bases de retaguarda para a Guerrilha do Araguaia.
Em 1976, passa a viver exilado em Paris. No final de 1979, retorna ao país com a Anistia, e participa da preparação do 6º Congresso do PCdoB, um congresso semi-clandestino, pois o partido só conquista sua legalidade em 1985. Passa a integrar o secretariado do PCdoB, fazendo parte da Executiva Nacional. Foi eleito duas vezes vice-presidente nacional do partido, responsável pela juventude, depois pela organização partidária. Em 2001 é eleito presidente nacional do PCdoB. Participou das coordenações das cinco campanhas de Lula, desde 1989. No segundo mandato de Lula passa a integrar o Conselho Político do Governo da República.
Ideias e rumos, da Editora Anita Garibaldi, custará R$30 e também pode ser adquirido pelo http://www.anitagaribaldi.com.br/
Fonte: www.vermelho.org.br