quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O número de negros assassinados no Brasil é duas vezes maior do que o de brancos:

O número de negros assassinados no Brasil é duas vezes maior do que o de brancos, apesar de cada grupo representar cerca de metade da população do país.
A constatação é de um levantamento feito pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com base em dados do SUS (Sistema Único de Saúde) referentes a 2006 e 2007.
Nesses dois anos, 59.896 negros foram assassinados. Entre os brancos, o número foi de 29.892. A diferença entre o número de homicídios de negros e brancos é maior entre as crianças e jovens de 10 a 24 anos. Entre os maiores de 40 anos, o número de homicídios é quase o mesmo nos dois grupos.
Segundo o coordenador do laboratório, Marcelo Paixão, os números mostram que os negros estão sujeitos a uma exposição maior de risco que os brancos, em várias partes do país. "Isso é determinado por razões que são sociais, ou seja, pelo modo de inserção das pessoas no interior da sociedade, e que fazem com que elas tenham maiores probabilidades de virem a sofrer um atentado violento contra suas vidas ao longo de seu ciclo de vida", explicou.
Um dos fatores sociais que poderia explicar esse risco maior é o local de moradia, já que muitos negros moram em áreas mais violentas, como as favelas do Rio de Janeiro, de São Paulo ou de Pernambuco.
Além disso, de acordo com Paixão, há pesquisas que mostram que a letalidade policial --a morte provocada por policiais-- é maior entre os negros do que entre os brancos. Um terceiro fator seria a baixa autoestima da juventude negra que vive em áreas pobres e que não vê escolhas para a sua vida, e que, por isso, teria mais probabilidades de se envolver em situações de risco.
A maior desigualdade entre homicídios de brancos e negros é encontrada na região Nordeste. Enquanto a relação populacional da região é de 2,4 negros para cada branco, a relação de mortes é de dez negros para cada branco.
Já a região Sul é a única do país onde essa tendência não é sentida, visto que a relação populacional e a relação de homicídios por cor é igual: 0,2 negro para cada branco.
Agência Brasil

Feira do Livro e Festival Gastronômico serão realizados na Festa do Rosário


No último final de semana da Festa do Rosário, entre os dias 29 de outubro e 1° de novembro, serão realizados dois eventos de nível regional.
A 1ª Feira do Livro do Seridó, promovida pela agência Oficina da Notícia, acontecerá na Ilha de Santana. E contará com lançamentos de obras, estandes das editoras e presença de escritores de diversas partes do estado e do país. O evento tem o apoio da Prefeitura Municipal de Caicó, além do patrocínio da Cosern, SEBRAE e Governo do Estado. O grande marco será a participação do cantor Gabriel, O Pensador (foto), no dia 1° de novembro, encerrando a festa.
O Festival Gastronômico, também realizado na Ilha, é uma promoção da Prefeitura de Caicó, em parceria com o Governo do Estado, e deve reunir, além dos chefes da culinária regional, apresentações culturais locais.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Caicó é o décimo colocado no Rio Grande do Norte em qualidade de vida

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou um estudo feito em 2006, em todos os municípios brasileiros em três itens: geração de emprego e renda, educação e saúde.
O IFDM (índice de desenvolvimento municipal) utiliza como base na análise dados oficiais de emprego, renda, educação e saúde, que são enviados pelos municípios ao governo federal.
O estudo desenvolvido pela federação possibilita o acompanhamento do desenvolvimento humano, econômico e social de todos os municípios brasileiros.
No Rio Grande do Norte, o melhor índice é Natal com 0,7845. Em geração de emprego e renda o índice é de 0,9082. De educação - 0,6764 e saúde 0,7690.
Em segundo lugar aparece Mossoró com o índice 0,7590. Geração de emprego e renda - 0,8668, educação - 0,7480 e saúde - 0,6621.
Em terceiro lugar - Parnamirim com 0,7382. Geração de emprego e renda - 0,7741, educação - 0,6315 e saúde - 0,8090.
Em quarto lugar no estado - Alto do Rodrigues com 0,6848. Geração de emprego e renda - 0,7151, educação - 0,6513 e saúde - 0,6879.
Em quinto lugar - Pau dos Ferros com 0,6715. Geração de emprego e renda - 0,4249, educação - 0,7262 e saúde - 0,8633.
Em sexto lugar - Serra do Mel com 0,6632. Geração de emprego e renda - 0,6324, educação - 0,6443 e saúde - 0,7221.
Em sétimo lugar - Guamaré com 0,6578. Geração de emprego e renda - 0,5289, educação - 0,6712 e saúde - 0,7732.
Em oitavo lugar - Caraúbas com 0,6465. Geração de emprego e renda - 0,5072, educação - 0,7180 e saúde - 0,7142.
Em nono lugar - Riacho de Santana com 0,6425. Geração de emprego e renda - 0,2727, educação - 0,7895 e saúde - 0,8563.
Em décimo lugar com 0,6328. Geração de emprego e renda - 0,4126, educação - 0,7247 e saúde - 0,7610.
O que puxa Caicó pra baixo é o pequeno índice de geração de emprego e renda, se comparado a outros municípios.
Na área de educação, Caicó perde para Mossoró, Pau dos Ferros e Riacho de Santana.
Em saúde, o índice de desenvolvimento de Caicó no Rio Grande do Norte é inferior a Natal, Parnamirim, Pau dos Ferros, Guamaré e Caraúbas.
O índice geral do Rio Grande do Norte é de 0,6375. Geração de emprego e renda - 0,5714, educação - 0,6227 e saúde - 0,7183.
Caicó está praticamente no nível geral igual ao Rio Grande do Norte, mas com relação ao estado, perde em geração de emprego e renda e está acima da média estadual em educação e saúde.

Caicó tem o melhor índice de desenvolvimento no Seridó

Segundo a pesquisa da Firjan, Caicó é o município que tem o melhor índice de desenvolvimento, no Seridó.Em segundo aparece Acari que é o 11º no estado.Currais Novos é o 3º no Seridó e o 13º no RNTimbaúba dos Batistas é o 4º no Seridó e o 16º no estadoSão José do Seridó é o 5º no Seridó e o 17º no RNSantana do Seridó é o 6º no Seridó e o 19º no estadoParelhas é o 7º no Seridó e o 21º no RNOuro Branco é o 8º no Seridó e o 25º no estadoJardim do Seridó é o 9º no Seridó e o 27º no RNCarnaúba dos Dantas é o 10º no Seridó e o 30º no estadoSão João do Sabugi é o 11º no Seridó e o 35º no RNSão Fernando é o 12º no Seridó e o 36º no estadoEquador é o 13º no Seridó e o 37º no RNJardim de Piranhas é o 14º no Seridó e o 40º no estadoCruzeta é o 15º no Seridó e o 67º no RNCerro Corá é o 16º no Seridó e o 68º no estadoJucurutu é o 17º no Seridó e o 79º no RNSão Vicente é o 18º no Seridó e o 83º no RNSerra Negra do Norte é o 19º no Seridó e o 95º no estadoBodó é o 20º no Seridó e o 100º no RNFlorânia é o 21º no Seridó e o 118º no estadoSantana do Matos é o 22º no Seridó e o 129º no RNIpueira é o 23º no Seridó e o 130º no estadoLagoa Nova é o 24º no Seridó e o 143º no RN

Fertilidade masculina pode ser frita em banco aquecido



Bancos aquecidos, até então um acessório reservado aos veículos de luxo, podem representar um risco à fertilidade masculina. A conclusão é dos cientistas da Universidade de Giessen, na Alemanha. Segundo eles, o calor poderia prejudicar a produção de espermatozóides, uma vez que aumenta a temperatura escrotal acima da ideal, entre 35ºC e 36ºC.
Andreas Jung, um dos responsáveis pelo estudo, pesquisou 30 homens com testículos saudáveis, expondo-os a um banco de carro aquecido por 90 minutos. Depois de uma hora, a temperatura elevou-se para 37,3º, chegando a 39,7º em um dos pesquisados. Pelo mesmo período, homens que permaneceram em assentos não aquecidos mantiveram a temperatura do escroto em 36,7º.
Na opinião de Jung, o aquecimento, ainda que pareça mínimo, pode ser prejudicial à produção de espermatozóides. Embora a equipe não tenha avaliado as condições do esperma após o teste, pesquisas revelam que a mulher pode ter menos facilidade para engravidar se o homem passar mais de três horas por dia no trânsito.
Para o urologista Ubirajara Ferreira, professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, e autor do livro “Câncer de Próstata – Tire suas dúvidas - 99 respostas e um alerta”, o aumento da temperatura escrotal é esperada em situações como essa. “Este fenômeno pode também ocorrer quando o homem vai à sauna ou se senta em qualquer outro local aquecido, mas não tenho conhecimento de nenhum estudo com boa evidência científica que comprove que, pelo fato de haver elevação da temperatura escrotal, haja consequente alteração da fertilidade masculina”, diz.
Segundo Ubirajara, a elevação da temperatura escrotal em um banco aquecido ocorre em torno de 10 a 15 minutos de exposição. “O assento de couro parece ser menos causador de aumento de temperatura do que o de veludo. O homem, quando estiver dirigindo em climas quentes, deve deixar o ar condicionado ligado a temperaturas mais adequadas. Uma toalha entre o períneo e o assento pode abrandar o efeito de aumento da temperatura”.
O aumento da temperatura por tempos prolongados e repetidos no períneo, alerta Ubirajara, “pode também causar transtornos inflamatórios prostáticos, podendo levar a dificuldade e ardor à micção”.
Já a alteração da fertilidade não leva a sintomas específicos, por isso, o professor recomenda:“O homem deve procurar um urologista se sua parceira não conseguir engravidar, mesmo usando métodos adequados, depois de seis meses”.
Texto: Adriana Bernardino