quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Justiça condena Google Brasil por falso perfil no Orkut

A empresa Google Brasil, administradora da rede de relacionamentos Orkut, pagará indenização de R$ 10 mil por danos morais a um usuário que descobriu na comunidade um falso perfil em que ele era citado como homossexual. O estudante, que não teve o nome divulgado, pediu a retirada do perfil da rede e reivindicou a indenização porque a empresa "permitiu que a página fosse criada com imagens e mensagens pejorativas, que desrespeitam a vida privada" .

Carência demais só aumenta a solidão

As queixas pela falta de companhia chateiam e afastam os amigos

Necessidade de companhia, ciúmes excessivo, crises de birra e um sentimento de posse, seja pelo namorado, pelos amigos ou pela família. Reconhece essas características em alguém? Então pode anunciar: é carência, e das graves. O medo de ficar só ou de não ser aceito provoca a carência fora de medida. Esse sentimento tira a paz interna e também prejudica o bem-estar de quem está por perto, porque é difícil conviver com uma pessoa pegajosa demais e que não para de fazer cobranças , afirma o psicoterapeuta e especialista do MinhaVida, Chris Allmeida.
Sentir falta de uma pessoa querida ou sonhar com um relacionamento amoroso não chegam a ser um problema. Os conflitos começam quando isso atrapalha a rotina e também incomoda o dia a dia das pessoas próximas. Ligar para um amigo e dizer que gostaria de vê-lo, por exemplo, é bem diferente de forçar encontros ou obrigá-lo a assumir compromissos desconfortáveis. "Dou plantão a cada quinze dias e gosto de descansar quando estou em casa, aos domingos. Mas uma amiga não entende isso e preciso desligar o celular caso queira um pouco e sossego na minha folga", afirma a médica Fernanda Santos. Ela já tentou explicar a preguiça e até dar desculpas para evitar o desgaste. Mas não adianta, minha amiga entende as recusas como uma agressão e até se ofende com elas
Esse tipo de reação acaba desencadeando um processo que gera ainda mais carência. Como a Fernanda, muita gente perde a paciência e, aos poucos, vai se distanciando do conhecido ou do familiar com mania de grude. Nisso, tem início um círculo vicioso. As pessoas vão se afastando e o paciente, de fato, começa a ter motivos para se queixar de carência já que ninguém quer ficar perto dele , afirma Chris Allmeida.
No divã dos amigos
Quando um problema desses chega perto de você, há três caminhos: fingir que não liga e alimentar o comportamento pegajoso; sumir e deixar seu amigo na mão ou tentar ajudá-lo a superar o problema. "São poucas as pessoas com coragem para encarar a situação e reclamar das chantagens de um carente. Mas, quando isso acontece, os resultados tendem a ser positivos", afirma Chris.
E não ache que precisa de muita técnica para isso. O que funciona, e não tem erro, é ser transparente. Isso porque, muitas vezes, seu amigo não nota que está perdendo os limites da boa convivência. É preciso um choque inicial, obrigando o paciente a perceber que está fora dos padrões e que isso está perturbando. Se você não contar isso para ele, os limites vão se esgarçando e a exigência de atenção só cresce , afirma o psicoterapeuta. Dê exemplos de frases ou pedidos dele que estremeceram a relação e reclame. Mas, junto disso, lembre situações em que você ofereceu apoio e companhia . Isso serve para mostrar que não se trata de perseguição ou falta de boa vontade sua, mas sim de um excesso de cobrança (e de carência) da outra parte, que nunca se contenta com os cuidados oferecidos.
Se algo relacionado à educação infantil está passando pela sua cabeça, não estranhe. Lidar com uma pessoa com excesso de carência é muito parecido com a forma de tratar uma criança. Por causa de algum trauma ou para camuflar uma realidade difícil, muitas pessoas preferem se esconder na sombra alheia. Elas exigem carinho e atenção para ter certeza de que não serão abandonadas e também porque sentem-se fracas e incapazes de sustentar uma relação (familiar, profissional, amorosa ou de amizade , diz Chris. É como se o paciente não se julgasse suficientemente interessante para merecer a companhia de alguém .Inventar doenças, criar escândalos e chorar sem motivo, no entanto, são sinais de que o mal passou dos limites e o sofrimento precisa de amparo profissional. Nesses casos, sua melhor ajuda é sugerir uma visita a um psicólogo. Vale até se oferecer para ir junto à clínica ou pagar a primeira consulta, como uma espécie de presente/incentivo.
O chiclete sou eu
Mas há quem consiga perceber sozinho o excesso de carência. Se você faz parte dessa turma, sorte sua: assim, dá para aliviar os sintomas sem atormentar a paciência dos outros. O primeiro passo é entender se você realmente está só ou se as companhias que estão por perto não são suficientes. No segundo caso, é preciso entender os motivos da insatisfação: ela pode surgir porque o perfil dos seus amigos não combina com o seu ou porque sua carência pede mais do que seus amigos estão dispostos a oferecer , afirma Chris.
Nos dois casos, porém, vale a mesma saída: use a franqueza e esteja pronto para ouvir o que vão lhe dizer. Eles podem assumir que estão sem tempo (e, portanto reconhecer que sua queixa faz sentido) ou rebater a reclamação. "O importante é que, após a conversa, vocês vão saber como lidar com o problema, havendo menos chances de desgastar ou até romper a relação", diz o psicoterapeuta. "E, notando que o problema apareceu porque sua turma anda com interesses muito diferentes dos seus, vença o medo de sair sozinho e passe a procurar pessoas que tenham a ver com os seus gostos atuais".
Grudômetro É hora de buscar ajuda de um psicólogo quando...
1. Seus amigos e a família começam a dar desculpas para não sair com você 2. Sempre que você telefona para um celular, o número cai na caixa postal 3. Você percebe que, mesmo com companhia, ainda sente muita solidão 4. As chantagens passam a ser usadas para conseguir companhia 5. Você deixa de sair ou buscar diversão porque tem medo de ficar só

Mentir demais tira o sossego e altera sua personalidade

Quem inventa muita história tem medo de rejeição e mania de agradar
Mentir para se livrar da culpa, para não causar discussões ou por medo de perder a confiança de uma pessoa querida é hábito entre muitas pessoas. A personagem Maya, da atriz Juliana Paes na novela Caminho das Índias, é um exemplo claro da confusão que a dificuldade em assumir uma atitude causa: ela esconde o verdadeiro pai de seu filho, com medo de ser largada pelo marido.
Para o psicoterapeuta Chris Allmeida, especialista do MinhaVida, os principais problemas causados pela mentira estão diretamente ligados à sua credibilidade, já que todo mundo vai questionar suas palavras dali para frente, achando que tem algo falso ali no meio. "Quem engana os outros de propósito precisa ter noção de que, quando for descoberto, vai ter de enfrentar a desconfiança mesmo quando estiver falando a verdade", afirma o especialista do site.Mas não precisa esperar que isso aconteça para abandonar a mania de mentir sim, o comportamento vira uma mania quando você menos espera. A culpa é um ótimo sinal de que está na hora de mudar, abandonando o hábito de inventar historinhas. "Infelizmente algumas pessoas fazem da mentira um hábito e se acostumam com isso. Quando a culpa aparece, é sinal de que o hábito está gerando desconforto e precisa, urgente, ser deixado de lado", diz o especialista. Uma mentira atrás da outra
Outro problema da mentira é que ela nunca aparece sozinha, precisa sempre de novas histórias para se manter viva. É evidente que uma mentira sempre precisa de outra e de outra para que ninguém desconfie da veracidade da história. E não pense que isso é coisa de gente mau caráter, somente", diz Chris. Ele lembra que, desde cedo, há situações em que fica difícil dizer a verdade, sob ameaça de castigos caso você fale tudo o que pensa. "Moldamos nossas palavras de acordo com aquilo que os outros querem ouvir na tentativa de combater a rejeição e corresponder ao que os outros esperam de nós", alerta o psicoterapeuta.Revertendo a situação
É preciso muita coragem para voltar atrás de uma mentira e segurar a sinceridade. Mas, de acordo com o especialista, esse é a primeiro passo para conseguir ganhar a confiança das pessoas de volta e acabar com o hábito de criar histórias para se livrar dos próprios erros. "É difícil consertar uma mentira, pois aquele que deseja consertar já perdeu o crédito ao ter sido pego. A única opção é confiar no tempo, deixando que as pessoas percebam sua transformação", afirma o psicoterapeuta.
Mentiras Saudáveis?
Sabe aquele papo de mentira saudável, ou mentirinha do bem? Pode esquecer. O psicoterapeuta afirma que todas as mentiras são prejudiciais para a imagem de uma pessoa e, em contrapartida, podem fazer mal para outras. "Toda mentira enfraquece o caráter, fazendo uma pessoa ficar desacreditando de si própria, afinal ela não tem condições de sustentar as próprias idéias e precisa mentir".
Passando dos limites
Não existe uma pessoa que possa afirmar que nunca contou uma mentirinha. Mas existe o extremo de quem não consegue ficar alguns minutos sem inventar uma nova história. Essa atitude pode ser causada por sérios problemas emocionais e precisa do acompanhamento de um especialista. "Quando a mentira é uma forma de auto-defesa (ou seja, minto para não ser agredido ou para não ser julgado) ela é justificável no aspecto psicológico. Mas algumas pessoas mentem sem necessidade ou motivo o tempo todo. Nesses casos é necessário a ajuda e orientação de um especialista no assunto, pois, essa atitude é característica de pessoas com a auto-confiança completamente destruída", finaliza Chris Allmeida, psicoterapeuta e especialista do MinhaVida.

O que fazer quando a sua mulher é mandona demais

Os homens gostam quando elas têm atitude. Mas até certo ponto...
gastos e quanto sobrava do meu salário, para ver qual seria o destino do meu dinheiro. Queria decidir nossos programas, viagens, o que íamos comprar....
E sempre a vontade dela tinha que prevalecer”, lembra ele (sem saudade).
Para João, o maior defeito da esposa era esse. “Se eu estava tomando cerveja, ela contava quantas eram... Se eu comprava algo para mim, o que era raro, ela queria saber o preço. Isso é muito desgastante, tanto que o casamento acabou”, conta o homem que afirma que, um dia, não foi assim. “Ela foi ficando desse jeito com os anos, conforme eu fui permitindo, pois nunca gostei de brigas.”
Outro que não suportou o domínio da mulher foi André*, de 33 anos. “Minha esposa queria participar de todas as decisões da minha vida, até as profissionais. Eu não tinha a liberdade de tomar uma atitude sem que ela se envolvesse, para saber se aquilo seria bom para ela”, conta. Sob a desculpa que era para o bem dele e da família, a mulher queria administrar a vida de todos, o tempo todo. “O próprio irmão dela me perguntava como eu aguentava (e nem eu sei...), pois se estávamos conversando, qualquer assunto, mesmo que fosse futebol, ela queria saber o que era. Hoje, tenho pena dos meus filhos. Temos muitas brigas porque ela faz com eles o que fazia comigo: não sabe a diferença entre dominar e amar, educar...” Danilo Mashiko, de 28 anos, diz que não quer ter essa experiência, mas com certeza poderia ter tido. “Eu percebo logo quando a mulher quer mandar na minha vida, e já corto logo”, afirma. “É extremamente diferente uma mulher que tenha atitude do que uma mandona. As de atitude, que sabem o que querem, são sedutoras. Mas mandona não faz minha cabeça”, diz o engenheiro.
O professor Luciano Almada, 34 anos, também não é adepto desse perfil. “Uma relação em que um dos dois se sente superior ou outro não dá certo. Um casal não pode ser formado por uma personalidade que domina e outra que é dominada”, diz ele. “Na minha opinião, uma relação dessas é doentia”, condena ele, que garante não dar chance a esse tipo de compromisso. “Da mesma maneira que eu não quero dominar a minha mulher, pois também não daria certo.” O publicitário Rafael Martins, de 28 anos, admite que acaba tendo uma atração por mulheres mandonas. Ainda assim, tem certeza que não dá certo. “Eu gosto de mulher que tem personalidade forte. Mas, no fim, todas acabam querendo mandar na minha vida...”, reclama. “No começo, é divertido uma mulher assim. É gostoso sentir que ela gosta de você e está profundamente envolvida. Mas uma hora isso acaba e o namoro também...”

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Curso pouco concorrido adere mais ao "Enem-vestibular"

A substituição dos vestibulares pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), proposta em março pelo Ministério da Educação, abrangerá cursos pouco concorridos e menos de um quarto das vagas das universidades federais do país.
Os dados foram tabulados pela Folha, que contatou as 55 instituições federais do país. Na prática, os candidatos poderão disputar, prestando só o Enem, 42,7 mil das 183 mil vagas previstas para 2010.
A possibilidade de disputar diversos cursos sem precisar se inscrever em vários vestibulares é uma das grandes vantagens da mudança, diz o MEC.
O levantamento mostra ainda que 81% dos cursos no sistema tiveram no último exame relação candidato/vaga inferior à média das federais (8,8).
Cada instituição tem autonomia para aderir. Muitos reitores dizem não ter aceitado porque a mudança seria abrupta e ainda há dúvidas sobre o sistema. A proposta foi lançada em março; a prova é em outubro, e as inscrições terminam sexta.
"Este primeiro ano é encarado como um teste. No próximo, pode ser que a adesão aumente ou que haja até a retirada do sistema. Dependerá do sucesso da prova", disse o presidente da Andifes (que reúne os reitores das federais), Alan Barbiero.
"Para o primeiro ano, a adesão está boa", afirmou o presidente do Inep (órgão do MEC responsável pelo exame), Reynaldo Fernandes. "É natural que universidades com grande estrutura de vestibular tenham receio. Se a prova selecionar bem, a adesão aumentará."
Fernandes vê como positiva a adesão maciça de cursos pouco procurados. Com o sistema unificado, sustenta, a concorrência poderá subir e melhorar a seleção nesses cursos.
A apreensão na rede pode ser exemplificada pela Unifesp (federal de SP). Para cursos mais recentes, como ciências sociais, o Enem passou a ser a única forma de seleção. Já para carreiras tradicionais, como medicina, haverá segunda fase. A instituição diz que cursos mais concorridos necessitam de avaliação mais "abrangente".
Para o coordenador da pós-graduação em educação da USP, Romualdo Portela, a adesão inicial ao projeto "é baixa, mas não desprezível".
Segundo ele, "o problema é que tentaram implementar a proposta muito rapidamente". "Em geral, aderiram as instituições mais novas, que são mais frágeis [politicamente] e dependentes do ministério."
O uso do Enem como única forma de seleção vem sendo tratado pelo governo Lula como um passo para o fim dos vestibulares, vistos como um problema para o ensino médio _ao cobrarem assuntos muito específicos, impedem que os alunos sejam capazes de integrar os conhecimentos.
O Enem cobra menos conteúdo das matérias e mais raciocínio. Mas, para virar um processo seletivo, teve de ser modificado. O número de questões subiu de 63 para 180.
"É preciso avaliar o impacto na seleção dos candidatos e no ensino médio. Nada ainda está claro, é preciso prudência", disse o coordenador do grupo de ensino superior da Anped (associação dos pesquisadores em educação), João Ferreira.
Mesmo se o curso desejado não estiver no sistema unificado do Enem, em geral, o aluno deve prestar o exame. Isso porque tanto universidades públicas como particulares podem usá-lo em seu vestibular.
O exame é usado ainda na seleção do ProUni (programa de governo federal que dá bolsas em faculdades particulares).
*
Universidades federais e o novo Enem
Aderiram ao Enem como substituto do vestibular
1. Cinco em MG: Unifal, UFJVM, Ufla, Unifei * e UFSJ **
2. Três no RS: Ufpel, Unipampa e UFCSPA
3. Duas em SP: UFABC e Unifesp *
4. Duas no RJ: UFRRJ e Unirio
5. Duas em PE: Univasf e UFRPE
6. Duas na BA: UFRB e UFBA *
7. Uma em MT: UFMT
8. Uma no MA: UFMA
9. Uma no PI: UFPI
10. Uma no AM: Ufam
11. Uma no PR: UTFPR
12. Uma em TO: UFT
13. Uma em RO: Unir
14. Uma em RN: Ufersa
Usarão o Enem como primeira fase do vestibular
1. Cinco em MG: UFU, Ufop, Unifei *, UFSJ ** e UFJF (*)
2. Uma em SP: Unifesp *
3. Uma no RJ: UFRJ
4. Uma em MS: UFMS
5. Uma no ES: Ufes
6. Uma na BA: UFBA *
7. Uma em PE: UFPE
Usarão o Enem para compor a nota do vestibular
1. Duas em MG: UFV (50%) e UFTM (50% de uma prova)
2. Uma no RS: Furg (50%)
3. Uma em SC: UFSC (20%)
4. Uma em GO: UFG (20% na primeira fase)
5. Uma no PR: UFPR (10% de uma prova)
* para alguns cursos.
** Serão 10% das vagas pelo sistema unificado; nas demais, o aluno pode escolher se quer usar como substituto da primeira fase.
(*) opcional.
FÁBIO TAKAHASHI
RICARDO GALLO
Folha de S.Paulo